O tribunal decidiu "absolver os réus por insuficiência de provas", disse o juiz Rui Dauane, na leitura da sentença.
No total, o processo tinha sete arguidos, entre os quais cinco polícias e dois funcionários do casino, acusados dos crimes de "roubo qualificado, associação para delinquir e uso de armas proibidas", segundo o despacho de acusação.
Os dois funcionários do Casino, um dos quais foragido, foram condenados à pena de 12 anos de prisão, além da devolução dos 10 milhões de meticais roubados.
O assalto ocorreu em 31 de julho de 2019 em Maputo, após o gerente de o Casino Marina ter levantado 10 milhões de meticais num dos bancos comerciais da cidade.
O gerente estava na companhia de um dos motoristas do casino, hoje condenado, quando a viatura em que seguiam foi bloqueada por outras duas.
Das duas viaturas saíram dois homens que se apresentaram como agentes da polícia.
Segundo a acusação, o motorista do casino não ofereceu resistência e destrancou o carro, desobedecendo ao gerente e facilitando o processo para os assaltantes, que se apoderaram dos 10 milhões de meticais.
O gerente ordenou que o motorista do casino perseguisse as viaturas, mas o motorista declinou mais uma vez.
De acordo com o Ministério Público, os agentes da polícia terão visitado dias antes do assalto o casino com uma falsa notificação e pedido informações contabilísticas, mas a verdadeira intenção era "reconhecer o local" para o posterior roubo.
Hoje, o tribunal entendeu que o comportamento do motorista "visava facilitar a fuga dos assaltantes", o que prova o seu envolvimento no caso.