O Governo da cidade de Maputo lança esta sexta-feira uma campanha contra a venda ilícita de medicamentos, uma iniciativa que visa sensibilizar a população para os riscos da aquisição de medicamentos inapropriados e não licenciados pelo Ministério da Saúde.
"Os objetivos da campanha são combater a venda ilícita de medicamentos e informar aos cidadãos sobre os perigos do uso inadequado de medicamentos", refere, em comunicado, o Governo da cidade de Maputo.
A iniciativa, dirigida pela governadora da cidade de Maputo, Iolanda Cintura, contará com a presença de quadros da Polícia da República de Moçambique (PRM), além de representantes da câmara municipal da capital moçambicana.
A ideia é "incentivar os cidadãos a identificar as fontes dos medicamentos vendidos ilegalmente e combater o furto e desvio no sistema nacional de saúde", acrescentou o documento.
Organizações da sociedade civil moçambicana, entre as quais o Centro de Integridade Pública (CIP), têm denunciado redes de venda ilícita de medicamentos em Moçambique, um problema de "ausência de uma gestão científica dos medicamentos e artigos médicos".
Um relatório da direção da saúde do município de Maputo, divulgado em 2017, indicava que 54% das pessoas que procuravam medicamentos em Maputo não tinham prescrição médica e 82,1% dos vendedores informais não tinha nenhuma formação farmacêutica.